A dívida técnica causa impactos profundos na engenharia. Consequências frequentes desses problemas são: atrasos no lançamento de novas funcionalidades, taxa de erros elevadas, evasão de profissionais, etc.
Profissionais passam pelo produto, mas o código permanece e continua sendo alterado. Como resultado, soluções que não tem relação com as motivações iniciais são aplicadas.
Para garantir a manutenção da qualidade da aplicação, acreditamos que padrões de excelência precisam ser aplicados e mantidos. Neste sentido, o Design de Código traz diretrizes fundamentais para a saúde da solução.
De acordo com o diretor de tecnologia e educação da Zup, Alberto Souza:
“Design de Código é o processo pelo qual um agente desenvolve um código de modo a atender o requisito funcional também fazendo com que este mesmo código seja possível de ser mantido com o mínimo de dificuldade pelo próximo agente.”
Apesar de reduzir o esforço de manutenção ao máximo, ainda é vital pensarmos em melhorias constantes. Tendo isso em mente, podemos dizer que o código envelhece de maneira similar a quase tudo na natureza: o novo substitui o velho. Por isso, injeções regulares de rejuvenescimento do código prolongam sua vida útil e sua precisão.
Pontos importantes sobre Design de Código:
- O código é a automação dos desejos de negócio.
É importante ter clareza sobre o que é relevante e como podemos expressar tais entendimentos mediante uma ou mais aplicações. Construir uma visão clara sobre o negócio é fundamental para maximizar a chance de sucesso do que vai ser construído. - A complexidade do código precisa ser proporcional à complexidade do problema.
As práticas escolhidas para endereçar os desafios de negócio precisam ser utilizadas de maneira a atender o que enxergamos no horizonte de crescimento do software. - O código precisa favorecer a testabilidade.
Ter uma bateria de testes que seja considerada reveladora de bugs é vital. Encontre o tipo que faz mais sentido para o seu projeto – seja teste manual, automatizado, de fuzzing, de contratos, etc – e adeque esse parâmetro de qualidade a sua aplicação. - O código precisa facilitar o entendimento.
Entender é o primeiro passo para facilitar qualquer passo seguinte até mesmo para garantir a longividade de um projeto. Existem diversas técnicas e materiais que visam esse objetivo como o código limpo (Clean Code). Também aplicamos o Cognitive-Driven Development (CDD), metodologia desenvolvida na Zup. Ela é uma estratégia para reduzir a sobrecarga cognitiva durante o desenvolvimento ao melhorar o design do código e pode ser uma alternativa eficiente para o entendimento do seu projeto. - Refatoração para acompanhar o aprofundamento do modelo é essencial para manter os níveis de saúde do software.