Direto de São Francisco, acompanhei de perto as discussões no Dreamforce, o maior evento de tecnologia corporativa do mundo. Como parceiro da Salesforce, pela Zup, vivenciei dias intensos de imersão que consolidaram um diagnóstico claro: a era do DIY AI (faça você mesmo) e dos assistentes passivos acabou. Entramos definitivamente na era agêntica, do Agentic Enterprise (a Empresa Agêntica)..
Ver de perto o destaque do Agentforce e acompanhar o Keynote de abertura, com Marc Benioff dividindo o palco com Jensen Huang (Nvidia) e, em seguida, em uma conversa profunda com Sam Altman (OpenAI), deixou evidente que a fronteira da tecnologia mudou. Como bem resumiu Sam Altman, o grande divisor de águas atual não é a velocidade da resposta, mas o raciocínio contínuo.
No entanto, há uma distância brutal entre o espetáculo dos palcos em São Francisco e o “chão de fábrica” das grandes empresas brasileiras e latino-americanas.
O desafio do ROI: conectando a tecnologia à realidade do negócio
Existe uma grande expectativa sobre como a IA pode transformar as operações corporativas. No entanto, um desafio comum entre as lideranças é entender que a adoção de licenças ou a integração direta de APIs de modelos fundacionais, por si só, não gera transformação imediata. A capacidade computacional da Nvidia e a inteligência cognitiva da OpenAI trazem um potencial enorme, mas costumam esbarrar em dados desestruturados, silos entre áreas e sistemas legados que ainda precisam de modernização.
É muito animador ver o mercado corporativo perceber que o grande diferencial não está apenas no modelo de IA escolhido, mas na engenharia de software que conecta essa inteligência ao dia a dia do negócio.
Para destravar o valor da era agêntica e garantir que os agentes autônomos operem de forma segura, interpretando cenários complexos e executando ações em sistemas centrais (backends), as empresas precisam de uma base técnica bem estruturada. É exatamente nesse ponto que a Zup atua como parceira estratégica:
- Adoção estrutural de IA: Construímos uma jornada completa, que vai da organização e governança dos dados até os protocolos de segurança corporativa.
- Desenvolvimento acelerado de software: Aplicamos capacidades cognitivas para organizar e acelerar a criação de aplicações, garantindo alto padrão de qualidade e conformidade.
- Modernização de legados: Evoluímos arquiteturas antigas e criamos APIs integradas para que os agentes autônomos tenham caminhos fluidos e rápidos para agir.
O playbook do Agentforce e a maturidade operacional
As sessões práticas do evento demonstraram que a consolidação de ROI em escala depende de um método claro em três passos:
1. Implantação ágil focado em dores reais: Casos como o do Fulton Bank revelam que acelerar o atendimento e a retenção exige, desde o dia zero, uma fundação de dados bem estruturada e governança rígida.
2. Customização escalável: A Southwest Airlines demonstrou como preservar a essência da hospitalidade em escala utilizando IA. A chave aqui é o desenvolvimento customizado de alta performance, conectando a capacidade cognitiva da máquina às regras hiperespecíficas do negócio.
3. Observabilidade e otimização contínua: Ferramentas como o Agent Optimizer prometem ajustar o comportamento da IA em tempo real. Contudo, como visto na arquitetura da Vivint, a IA só aprende e evolui se todo o ecossistema de software permitir.
A vanguarda da engenharia brasileira no cenário global
Se nos palcos principais vimos grandes visões de futuro, o painel “Beyond the Hype: Autonomous Service in Retail and Finance” trouxe o pragmatismo das trincheiras operacionais. Sob a mediação de Laís Domeneghetti (Salesforce), lideranças como Victor Serra Rodrigues (Itaú Unibanco) e Natali Ferron (Arcos Dorados) apresentaram resultados que provam o impacto do presente:
- Itaú Unibanco: Redução de 74% no tempo de análise de fraude.
- Arcos Dourados: Aumento de 82% na retenção de pedidos, atingindo 70% de resolução 100% autônoma.
- Eficiência financeira: Casos consolidados apontando reduções de custo da ordem de 91%.
O caso do Itaú Unibanco em um palco global demonstrou a maturidade técnica necessária para escalar inteligência artificial em ambientes de altíssima complexidade e criticidade regulatória, provando que a engenharia de software brasileira está na vanguarda do mercado internacional.
Qual é o seu verdadeiro obstáculo?
Quando pergunto a executivos qual é hoje o maior obstáculo para sair do discurso e colher resultados reais com IA, a resposta é quase unânime: a falta de infraestrutura e governança preparadas, somada à ausência de uma cultura de capacitação intencional e contínua.
Muitas organizações tentam escalar o uso de agentes autônomos sem antes ter consolidado uma cultura orientada a dados (data-driven) e sem modernizar os sistemas que sustentam o negócio.
As plataformas de agentes autônomos como o Agentforce vão transformar o mercado. No entanto, a verdadeira disrupção acontece nos bastidores. Quem possuir a melhor base de engenharia de software e a infraestrutura mais resiliente liderará a nova era agêntica.
A sua operação já está pavimentando as vias técnicas para delegar processos críticos aos agentes autônomos ou ainda está presa nas barreiras da experimentação?
A Zup Innovation ajuda grandes corporações a acelerar a transformação digital através da modernização de legados, engenharia de dados e adoção estruturada de Inteligência Artificial. Quer saber como preparar sua infraestrutura para a era dos agentes autônomos? Conecte-se conosco.



